AUTORRETRATOS
A minha trajetória artística é marcada pela presença do gênero autorretrato. O registo da autoimagem me permite trabalhar tanto os conteúdos autorreferenciais quanto dialogar com diferentes temas, da cultura popular brasileira à questões sociais, políticas e ambientais. Os processos de criação empregados nos autorretratos sempre contemplaram a inclusão das tecnologias digitais, da reprografia colorida aos softwares para criação e edição de imagens digitais.














Antes do início da peregrinação, antes de me tornar o Peregrino Digital, o meu olhar ainda não era capaz de perceber como o real e o digital se imbricam em um território híbrido. Eu já possuía as lentes que permitem vislumbrar a presença das formas digitais no espaço tangível, e já as utilizava para agregar ao meu autorretrato conteúdos digitais. Mas o meu corpo, ainda preso ao tangível, permanecia distante deste território híbrido.


Os primeiros experimentos realizados para o projeto Inter Faces consistiram na criação de conteúdos digitais para um conjunto de autorretratos (como ilustram as imagens acima). O projeto ficou limitado ao desenvolvimento de conteúdos em Realidade Aumentada para autorretratos. Estes foram utilizados como marcadores fiduciais (imagens reconhecidas como alvos pela câmara em Realidade Aumentada para a inserção de conteúdos digitais). As primeiras aplicações foram criadas utilizando o kit de desenvolvimento de software para Realidade Aumentada Vuforia, cujo SDK permite a utilização de câmara RA e de bibliotecas de marcadores fiduciais, e do software Unity. A aplicação foi criada e testada na plataforma Android.